Contos sobre a imortalidade ♥ | Especial Mary Shelley

Frankenstein Mary Shelley Darkside Books - Juliana Fiorese

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Além de romances, Mary Shelley também escreveu contos ao longo de sua carreira de escritora e, nesta belíssima edição de Frankenstein, publicada pela DarkSide Books, estão inseridos quatro Contos sobre a imortalidade, tema bastante recorrente nas obras da autora.

Com maestria, Shelley nos convida a imergir em assuntos obscuros através de uma linguagem às vezes melancólica, às vezes aterrorizante, e nos instiga a refletir sobre a imortalidade e suas consequências. É sobre estes contos que falaremos hoje. ♥

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Nos tempos modernos, as circunstâncias domésticas parecem
ser a parte da história de cada homem que mais vale a pena investigar.”
[Valério: O Romano Reanimado, Frankenstein, p. 244]

Neste primeiro conto, escrito em 1819 – um ano após a primeira publicação de Frankenstein -, nós ficamos conhecendo, através da voz e das memórias antigas de Valério, um romano reanimado muito tempo depois da morte, sua história em tempos de glória da antiga Roma e o quão decepcionado está com os italianos que usurparam sua antiga morada.

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Valério nos direciona em uma viagem no tempo ao nos inserir no Capitólio, no Panteão ou no Coliseu. E juntos, compartilhamos a visão degradada que a própria humanidade fez com a história de tempos passados.

O tom de voz, extremamente melancólico de Valério é contraposto com a doçura e a calmaria que encontramos na voz de Isabell, uma amiga que procura entender a história do narrador e fazer de tudo para que, de alguma maneira, ele consiga enxergar algum ponto positivo em tudo o que lhe aconteceu.

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As lindas Isabela e Kellen, do blog Universo dos leitores, fizeram uma resenha sobre Valério, o romano reanimado, então clica aqui para ler e conhecer um pouco mais sobre a história. ♥

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Valério: O Romano Reanimado me lembrou muito uma série pela qual eu sou apaixonada: Les Revenants.

Não que a história do seriado tenha a ver com Roma ou algo do tipo, mas em Les Revenants, algumas pessoas que morreram, depois de um hiato – claro, bem menor do que o do conto -, voltam à vida para as suas antigas casas, deixando a população totalmente intrigada com este acontecimento inexplicável.

Tem uma versão americana, mas a versão francesa é incomparavelmente superior. Vou deixar o trailer aqui, caso alguém tenha interesse em conhecer um pouco mais:

*ver classificação da série.

Além da temática ser a mesma – alguém que morreu retorna à vida -, a atuação dos personagens, a fotografia, a trilha sonora e tudo o que compõe a série são extremamente melancólicos assim como o tom de voz que encontramos em Valério: O Romano Reanimado. ♥

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(…) chamados assim para desempenhar seu papel no palco do mundo,
eles poderiam lembrar o que tinham sido anteriormente.
[Roger Dodsworth: O Inglês ReanimadoFrankenstein, p. 266]

No segundo conto, escrito em 1826, vamos conhecer Roger Dodsworth, um inglês que, depois de 150 anos congelado após um acidente em geleiras, é reanimado e acorda em um mundo totalmente diferente do qual deixou a vida na primeira vez.

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Diferente do primeiro conto, nós não temos contato com Roger e todo o texto segue uma linha de especulações e suposições sobre quais seriam os pensamentos e as atitudes do inglês nesta sociedade atual. Mais uma vez, Mary Shelley faz uma crítica à degradação da humanidade e como a sociedade só piora, ao seu ver, com o avanço do tempo.

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No meio da narrativa há uma digressão em que se comenta que, como forma de entretenimento,

muitas vezes fizemos suposições de como este ou aquele herói da Antiguidade agiria se renascesse em nossos tempos, e então a fantasia acordada passava ser imaginar que alguns deles de fato renasceram; que, de acordo com a teoria explicita por Virgílio no livro sexto de sua Eneida, a cada mil anos os mortos voltam à vida, e suas almas, dotadas das mesmas sensibilidades e capacidades de antes, são colocadas desnudas de conhecimento neste mundo, para mais uma vez recobrirem seus esqueletos com as habilidades que a situação, a educação e a experiência lhes proporcionam.” [p. 265]

E é justamente isso que o narrador vai fazer; parece que ele pausa a narrativa sobre Roger para explicar-se, e só então volta à história inicial. Além disso, também se comenta sobre os benefícios que a humanidade teria caso lembrássemos dos nossos feitos em vidas anteriores; o que me lembrou uma reportagem que vi de um caso curioso em que a garota alega lembrar de 10 vidas anteriores.

A Duda do canal Book Addict fez uma resenha incrível sobre Roger Dodsworth: O Inglês Reanimado, então, para ficar sabendo mais sobre o conto é só assistir o vídeo lindo que ela fez:

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Quando terminei, ele riu alto e demoradamente; as rochas
ecoaram o som: o inferno parecia gritar ao meu redor.
[TrasnformaçãoFrankenstein, p. 277]

O terceiro, Transformação, escrito em 1830, é o único dos quatro contos dessa edição que não trata sobre a imortalidade.

Em Transformação os elementos trágicos da natureza do mal estão ligados exclusivamente a aspectos espirituais e esse tipo de terror é o que mais me amedronta. Aqui nós ficamos conhecendo a história de Guido, um jovem e belo rapaz, porém extremamente orgulhoso e irresponsável, que logo se vê falido e correndo o risco de perder aquela moça pela qual era apaixonado: Juliet.

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Até que a aparição de um anão, descrito com características muito feias e assombrosas e portador de uma voz que mais lembrava os ruídos do inferno, aparentemente resolveria os problemas do jovem rapaz. O anão oferece um baú de tesouros a Guido e, em troca, pede para que ele permita que ambos troquem de corpo por três dias. E é nesse âmbito que a história se desenvolve.

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A Rafaela do canal Chovendo Livros fez uma resenha bem completa sobre Transformação !! Vocês precisam assistir:

Existe um aspecto em Transformação que me lembrou muito o filme A Chave Mestra, que eu assisti há muito tempo, mas lembro que achei incrível e senti muito medo enquanto assistia. Eu não posso falar muito sobre o que é, para não estragar a experiência, mas tem algo a ver com o conto de Mary Shelley.

Vou deixar o trailer aqui, caso alguém tenha interesse em conhecer:

*ver classificação do filme.

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Olhei-me no espelho e não pude perceber qualquer mudança
em minha fisionomia durante os cinco anos que se passaram.
[O Imortal MortalFrankenstein, p. 295]

Por fim, o quarto conto, O Imortal Mortal, escrito em 1833, vai nos contar a história de Winzy, um rapaz que, ao ver-se completamente decepcionado com Bertha, o amor de sua vida, bebe, sem querer, o elixir da vida acreditando ser um antídoto para excluir o amor de seu coração.

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Winzy nos conta como foi a sua vida que, diferente dos dois primeiros contos – onde houve um espaço de tempo entre a primeira e segunda vida -, passou 323 anos, acompanhando o desenvolver da sociedade, com uma aparência de um jovem de 20 anos. O tom aqui é bem melancólico e a gente percebe uma certa ironia de encontrar na morte uma libertação para a vida. O final do conto é emocionante.

A Úrsula do canal Poison Books fez uma resenha incrível sobre O Imortal Mortal, então, corre para assistir:

Quando terminei de ler O Imortal Mortal só consegui lembrar do filme Let me infilme incrível -, não pela narrativa ou pela história – não tem nada a ver -, mas pelo fato de alguém estar preso, por muito tempo, em um corpo jovem. A diferença física entre Winzy e Bertha me lembrou muito a diferença que existe entre Abby e seu acompanhante.

*ver classificação do filme.

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É isso, pessoal !! Livro incrível, contos incríveis !! ♥ ♥ ♥

Alguém já leu algum conto da Mary Shelley ?! Qual ?! O que achou ?! Me contem aqui nos comentários, eu adoraria conhecer a opinião de vocês ♥ !!

Espero que tenham gostado do post de hoje.
Muito obrigada por acompanharem até aqui e até amanhã !!

Com muito carinho ♥,
Juliana Fiorese.

Links do Especial Mary Shelley:

Introdução e Unboxing | Projeto Gráfico Edição DarkSide Books | Mary Shelley e Mary Wollstonecraft |
Processo Criativo Ilustração Mary Shelley | Impressões de Leitura Frankenstein |
Impressões de Leitura Contos | Melhores Frases | Por onde andas, oh, Frankenstein |
Sorteio e agradecimentos

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Juliana Fiorese

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