Lendo Os Miseráveis #4 ♥

Os Miseráveis - Juliana Fiorese

Para todos os encontros da vida há instintos ocultos.
A menina não sentiu nenhum medo.

[Os Miseráveis, p. 553]

Depois que eu consegui avançar a minha leitura pós Waterlooeu me surpreendi a cada momento, a cada página, a cada capítulo. E posso até chegar a dizer que eu não queria mais sair do livro terceiro de Cosette !!

Mas… Vamos com calma, ahah.

Os Miseráveis - Juliana Fiorese

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Os Miseráveis - Juliana Fiorese

Chegamos então ao fim da quarta semana de Leitura Coletiva e hoje eu vou compartilhar a minha experiência de leitura da página 511 à página 601, dando continuidade assim ao meu diário de leitura de Os Miseráveis.

Os Miseráveis - Juliana Fiorese

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Os Miseráveis - Juliana Fiorese

♥ Da página 511 à página 601 ♥ Cosette ♥

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Aqui neste livro segundo – O Navio de Guerra Orion – da parte de Cosette, nós finalmente ficamos sabendo o que aconteceu com Jean Valjean e o que ele fez ao escapar da prisão, como vimos lá no capítulo V do último livro de Fantine.

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Infelizmente, ele só conseguiu ficar livre por volta de quatro dias, mas conseguiu fazer tudo o que precisava. Depois, fora levado para as galés de Toulon, onde estaria sujeito a trabalhos forçados por toda a sua vida.

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Eu achei muito legal a maneira que Victor Hugo introduziu uma superstição de Montfermeil no contexto da história, para justificar algo de muita importância para os acontecimentos seguintes: onde estava o dinheiro que Jean Valjean conseguira retirar do banco naqueles quatro dias de fuga? Foi sensacional !!

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Ainda neste livro, somos apresentados à maneira que os navios de guerra chegavam aos portos, e olha essa passagem, que frase forte e incrível:

Esse navio, no mau estado em que se encontrava por suas lutas contra o mar, causou efeito à sua entrada no cais. Levava não sei qual bandeira que lhe valeu uma saudação regulamentar de onze tiros de canhão, respondidos por ele, vez por vez: total de vinte e dois tiros. Calculou-se que em salvas, gentilezas reais e militares, trocas de cortesias bombásticas, sinais de etiqueta, formalidades de cais e cidadelas, nascimentos e ocasos do sol saudados todos os dias por todas as fortalezas e por todos os navios de guerra, abertura e fechamento de portos etc., etc., o mundo civilizado gasta em pólvora, em toda a terra, a cada vinte e quatro horas, cento e cinquenta mil tiros de canhões, completamente inúteisA seis francos cada tiro, temos a soma de novecentos mil francos por dia, trezentos milhões por ano que se transformam em fumaça. Simples curiosidade. Enquanto isso, os pobres morrem de fome“. [p.521]

Há quase 200 anos atrás, Victor Hugo já escrevia sobre esses gastos excessivos e totalmente inúteis que os de “alto escalão” fazem em detrimento da população mais pobre. E o que é mais revoltante ainda é que, mesmo depois de 200 anos, os governadores do nosso país continuam fazendo a mesma coisa – acrescentando aí toda a roubalheira para encher o bolso ainda mais desses governantesE o país está a merda que está.

Em 200 anos não aprendemos absolutamente nada.

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Passado o momento de desabafo – com opinião muito pessoal -, voltemos à história.

Exatamente no porto de Toulon, os forçados participavam da construção de um novo navio de guerra, quando acontece um acidente envolvendo um marinheiro que fica preso por uma corda lá no alto de um mastro, correndo risco de vida.

Ninguém se voluntaria para ajudar o pobre coitado, com excessão de um forçado que propõe arriscar a vida para salva-lo – já sabemos quem é, não é mesmo? -; dessa forma, as autoridades cortam as correntes – que curiosamente estavam quase soltas – de seus pés.

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Navio construido em Toulon em 1823. Fonte: Model Shipyards

E todos os presentes – tinha uma infinidade de pessoas !! – começam a gritar saudando o corajoso homem, pedindo que o libertassem imediatamente das galés. Foi muito emocionante !!

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Ele consegue salvar o marinheiro; porém, ao tentar descer, ele desequilibra-se e cai no fundo do mar.

Sai no jornal do dia seguinte que aquele forçado, conhecido como Jean Valjean, caíra no mar e morrera, e nem seu corpo fora encontrado.

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livro terceiro – Cumprimento da promessa feita à morta -, para mim, foi o melhor de todos !! Eu gostei tanto do desenrolar que, entre lágrimas de emoção e palpitações de alegria, eu não queria mais sair desse livro !!

Acho até que, de todos, este foi o livro mais feliz e esperançoso que li até o momento ♥ !! Sério, eu não queria mais sair daqui.

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Aqui nós somos apresentados de perto e detalhadamente ao Sr. e à MmeThérnadier – eu acreditei que não era possível aumentar o meu nível de ódio em relação à essa família, mas eu estava muitíssimo enganada; eles são a personificação do mal infinito – e ao modo que eles levavam sua vida repugnante e como administravam seu albergue – da maneira mais desonesta do mundo.

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Também ficamos conhecendo de perto todo o tratamento desumano dessa família com a pobre Cosette, que ocupava o lugar de criada dos Thérnadier.

Gente, esse tratamento faz a gente chorar. Eu fiquei desesperada, querendo entrar no livro e abraçar a menina e tira-la dos braços desses ogros !! Aconteceu isso com vocês também?

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Acontece que, em determinado momento, já tarde da noite, Cosette é obrigada a ir buscar água potável lá no bosque, sozinha.

E o medo que ela sente foi descrito com tanta força e sinceridade por Victor Hugo, que o sentimento transpassou as páginas e me fez tremer de verdade !!

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Até que somos surpreendidos com a chegada do misterioso homem de sobretudo amarelo, aparentemente um homem pobre, que passa a ajudar Cosette, desde levar o balde de água ao albergue até tira-la, finalmente, daquela família repugnante.

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E esse foi o livro que eu mais me emocionei: na hora que ele salva Cosette de uma surra por conta de uma moedinha de 15 soldos, na hora em que ele lhe entrega a boneca mais desejada e cara da vila e a faz brincar, na hora em que ele deixa uma moeda de ouro dentro do sapatinho de natal de Cosette, e, finalmente, quando ele a leva embora daquele albergue.

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Eu estou achando esse livro sensacional – e sei que já estou sendo repetitiva – !!

Victor Hugo, nesse livro terceiro de Cosette foi nos mostrando, com muita calma e com muita paciência, e bem aos pouquinhos, todo o desenrolar do encontro entre Cosette e o, até então, homem desconhecido – que nós, leitores, sabemos ser Jean Valjean -, passando por toda a falsidade e maldade dos Thérnadier, e chegando finalmente à salvação da pobre criatura, Cosette.

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Todo esse mistério revelando-se lentamente, a máscara dos Thérnadier caindo devagar, e a maneira que Victor Hugo escreveu tudo isso, me fez ficar ainda mais apaixonada – se é que é possível –  por esse livro incrível: Os Miseráveis.

Eu estou amando esse leitura !!

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E vocês? Em que parte estão e como estão em relação à história?
Alguém está sentindo-se empolgado para começar a ler o livro?
Gostaria muito de saber, me contem aqui nos comentários ♥ !!

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Espero que tenham gostado do quarto post do projeto Lendo Os Miseráveis. Até a próxima sexta, com mais diário de leitura.

Muito obrigada por acompanharem até aqui.

Com carinho , Juliana Fiorese.

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Juliana Fiorese

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