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Dagon | H. P. Lovecraft

Eu sempre tive curiosidade para conhecer as histórias de H. P. Lovecraft mas, até então, ainda não havia lido nada do autor. Eis que a DarkSide Books lançou – e me enviou em parceria – o primeiro livro de uma coleção com contos lovecraftianos e eu já iniciei a minha leitura.

Hoje vou contar as minhas impressões do conto Dagon.

Dagon

Neste meu primeiro contato com H. P. Lovecraft, logo nas linhas iniciais de Dagon, já me senti impactada com a afirmação que o nosso narrador nos oferece sobre o que irá acontecer com ele logo em seguida.

Como justificativa do que fará em breve, ele tenta nos explicar seu futuro ato contando-nos um episódio que ocorreu no passado quando era militar e descobriu, acidentalmente, uma ilha bizarra que surgiu do fundo do mar.

A descrição dessa ilha é tão intensa – e tensa – que eu quase me senti lá no local naquele momento, no lugar do próprio narrador, em meio a toda aquela desolação e cheiro putrefato insuportável. Essa cena em específico, com toda aquela lama viscosa, me lembrou muito o mundo invertido de Stranger Things.

H. P. Lovecraft nos conta essa história com uma linguagem tão rebuscada, tão convincente, que eu acabei esquecendo, em alguns momentos, que o narrador em Dagon era militar, A Primeira Guerra Mundial estava em seu início e ele havia sido capturado e feito prisioneiro das forças marítimas alemãs, antes de conseguir escapar.

Esse detalhe me levou a pensar que o narrador estava sob transtorno de estresse pós-traumático que tem como sintomas “pensamentos, sentimentos ou sonhos perturbadores relacionados com o evento traumático.”

Logo no início do texto quando ele descreve a ilha, fala de toda aquela lama, tudo está preto, peixes mortos por todos os lados e aquele cheiro insuportável, só me fizeram mesmo lembrar de um campo de batalha.

O desespero na voz do narrador no final do conto é desesperadora!

Eu não sei se em todos os contos de H. P. Lovecraft acontece isso, mas o autor conseguiu ir me inserindo lá no centro da história e eu imergi tanto no universo criado por ele que, na noite em que li Dagon, sonhei com a ilha.

H. P. Lovecraft | Volume 1

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É isso, gente. 

Espero que tenham gostado do post de hoje.
Muito obrigada por acompanharem até aqui.

Com muito carinho ♥,
Juliana Fiorese.

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3 Comentários

  • Thays Costa

    Este conto é excelente! Lovecraft é o mestre das ambientações. Alguns acham sua narrativa arrastada, mas eu acho que boa parte de sua genialidade está em contextualizar tão bem a história e criar com tanta minúcia a atmosfera envolvente que ronda o narrador.
    Quanto a parte do estresse pós traumático, eu sempre associei mais ao fato do protagonista ter ficado um bom tempo a deriva, começando a temer a morte pela insolação, fome ou sede, porque ele conta que seus captores eram muito “gentis” com os prisioneiros. Esse fato, inclusive, foi o que propiciou sua fuga tão bem abastecida.
    Adorei o post e estou encantada com suas fotos! Espero ver mais Lovecraft por aqui em breve!
    Abraço e até mais! ^^

    • julianafiorese7

      Oiii Thays !! Muito obrigada pela sua visita aqui no blog e por deixar seu comentário. <3

      Eu também gostei muito desse conto. Sério, eu gelei quando o narrador disse o que vai fazer logo no início; não imaginava que já ia ser impactante tão rápido, ahaha... Foi o primeiro texto de Lovecraft que li e já gostei demais da escrita dele, especialmente pelo detalhamento e pela contextualização, como você bem disse. <3

      Pois ééé, é uma outra maneira de pensar no conto, né? As alucinações por conta do período exposto a todas as intempéries e etc.. 😀 Eu li com tom de ironia a parte do "gentis", ahaha, acho que foi por isso que pensei no trauma. Achei que se ele estava sendo "bem tratado" esperaria um pouco mais pra fugir, quando estivesse próximo de terra... Depois eu vou ler novamente, dessa vez sem pensando sobre o que você falou. <3

      Feliz demais por saber que você gostou do post e das fotos; muito, muito obrigada!! E, sim, em breve leio mais Lovecraft e venho aqui contar as minhas percepções; estou adorando conhecer o autor e seu universo!! xD Abração!!

  • Thays Costa

    Este conto é excelente! Lovecraft é o mestre das ambientações. Alguns acham sua narrativa arrastada, mas eu acho que boa parte de sua genialidade está em contextualizar tão bem a história e criar com tanta minúcia a atmosfera envolvente que ronda o narrador.
    Quanto a parte do estresse pós traumático, eu sempre associei mais ao fato do protagonista ter ficado um bom tempo a deriva, começando a temer a morte pela insolação, fome ou sede, porque ele conta que seus captores eram muito “gentis” com os prisioneiros. Esse fato, inclusive, foi o que propiciou sua fuga tão bem abastecida.
    Adorei o post e estou encantada com suas fotos! Espero ver mais Lovecraft por aqui em breve!
    Abraço e até mais! ^^

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